Tem sido difícil decidir quando retornar às aulas, há muito a pesar: as condições físicas das crianças, a obediência ao espaço determinado, os procedimentos, a nova veste para prevenção de um mal que até então desconhecemos, em fim, são tantas as preocupações com os estudantes e profissionais da educação que o ano está terminando e nada ficou decidido.
A implantação do novo sistema de ensino, que também, não é tão novo assim, a EaD, Ensino a Distância, a época tem sido favorável aos experimentos como: adaptação do público infantil e juvenil, mas há muita resistência e outros fatores que impedem o sucesso desta modalidade de Ensino. Criança quer atenção, cuidado e principalmente quer sentir-se seguro e que há alguém que zele pelo seu bem estar. A criança questiona, como recorrer a alguém virtual, se esse profissional não estará ao seu lado? Essa dificuldade se faz presente nos primeiros anos do Ensino básico, que profissional poderá socorrê-los, se o Ensino é a Distância, e se processa através de um instrumento eletrônico residencial (computador, televisor, tablet ou celular), onde os pais ou responsáveis não estão preparados para mais esta tarefa ou estão ausentes lutando pelo pão de cada dia. Quem acompanhará esta longa caminhada?
Descartamos está hipótese da criança vencer sozinha as barreiras da aprendizagem, e voltamos a priorizar o Ensino Presencial para os primeiros anos do Ensino Básico, e com isso, o tempo está passando e o ano terminando, mas como a vida não para e muito menos espera, o melhor é continuar cuidando da saúde porque sem ela nada se faz. Já que o primordial é a vida, vamos vivê-la da melhor maneira possível.
Ano que vem com certeza será bem melhor. E teremos muitas novidades a viver.
