Escritora e Professora Maria de Fátima Pacheco
As férias se foram, hora de voltar a realidade, os anúncios nos encartes chamam a atenção das crianças e dos adultos, as vitrines apresentam o que há de melhor para um retorno feliz e agradável.
As crianças olham curiosas e aproveitam para encherem os carrinhos, há sempre um objeto novo como apontador luminoso, ou com um porta pontas embutido em diversas formas, lápis borracha com desenhos de princesas ou super-homem, cadernos com capas magníficas, agendas e diários que encantam qualquer um, e os lápis e as canetinhas de cores, caixas com 36 ou 42 cores, réguas que brilham, nossa quantas novidades!
O carrinho fica lotado de coisinhas cheias de encanto, tudo para despertar o gosto pelos estudos, sem falar nos estojos, um para cada tipo de lápis, a final, as ferramentas precisam ser alocadas em locais específicos, pelo menos cinco estojos atenderia às necessidades de um aluno exigente, e as mochilas, se pudessem comprariam uma para cada mês, são lindas e práticas, os motivos atendem à todos os gostos.
Os pais felizes com o interesse dos filhos compram tudo que os agradam, e perguntam:
Não está faltando nada?
Não quer um dicionário, uma gramática, uma tabuada, um atlas geográfico?
E a resposta surge de imediato, independentemente da idade.
Não, a gente não estuda dicionário e muito menos esse tal de atlas, para que serve, acho que já ouvi falar, mas nunca vi.
Que tal um livro de história infantil, infanto-juvenil, romance, contos, gibi?
Não, não precisa não! Eu hein, não se usa mais isso não, agora é tudo no celular.
A gente acessa tudo! Afinal estamos no século XXI. Você sabia que a gente pode tirar foto do quadro e usar o caderno só para fazer os exercícios?
Com isso, prestamos mais atenção nas aulas e tiramos nossas dúvidas na hora. A gente se liga, tá ligado!
É os tempos mudaram, pra melhor, pelo menos vocês não se cansam e aproveitam melhor a aula.
A Professora testa nossos conhecimentos com testes surpresa.
Ainda bem, né!
Então, nada de livros tá!
Mas aí é que está a grande novidade, os livros impressos são melhores de ler e neles há a possibilidade de fazer anotações, ou marcar parágrafos que auxiliarão na compreensão e interpretação. As anotações são de suma importância para o desenvolvimento do resumo. E para prova.
Mas meus Professores não utilizam livros de histórias ou romances, ou contos.
Diante de seu parecer, pergunto: você nunca leu um livro de história infantil ou infanto-juvenil na escola?
Não, a tia emprestava uns livros de matérias, e a gente sentava com os coleguinhas do lado, porque não havia livros para todos os alunos, era só umas dez linhas, a gente lia e depois fazia o exercício que ela já havia posto no quadro.
E o dicionário?
Não sei, o quê é dicionário?
Dicionário é um livro que traz os significados das palavras.
como assim?
Significado como por exemplo: Borracha – pedaço de borracha destinado a apagar palavras ou traços que tenha sido grafado erroneamente;
lápis – tubo de madeira que contém grafite (ponta) destinado a escrita de palavras, numeros ou traços.
É o dicionário que nos dá o significado das palavras, a grafia correta, a tonicidade, e a pronúncia, como por exemplo:
Rural significa próprio do campo; urbano significa próprio da cidade.
Vamos comprar um dicionário e um livro de história infanto-juvenil, ou um romance ou contos. Você escolhe.
Quando consultamos o dicionário aprendemos a escrever corretamente. É bom ter um dicionário, pelo menos um dicionário escolar, e ler é de suma importância, principalmente para quem está cursando o Ensino Fundamental II.







Vamos à escola.
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